Marechal submersa: milhares de moradores foram atingidos por enchentes na primeira capital de Alagoas em maio de 2017

Barro Vermelho ficou debaixo d’água. (Foto: Hiarlley Sabino / Secom município)


Segundo levantamento da Defesa Civil, mais de 29 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas no município

 

Por Gildo Júnior

 

O histórico município de Marechal Deodoro vivenciou tempos de crise entre maio e junho de 2017. Após mais de uma semana de fortes chuvas sem trégua, várias partes da primeira capital de Alagoas ficaram submersas devido à elevação do Rio Paraíba do Meio, da Laguna Manguaba e do Rio Sumaúma, além de marés extremas ocorridas no Oceano Atlântico. Dentro de poucas horas, casas, móveis, roupas e eletrodomésticos foram arrastados pela correnteza. Um verdadeiro cenário de guerra.

Continue reading “Marechal submersa: milhares de moradores foram atingidos por enchentes na primeira capital de Alagoas em maio de 2017”

Advertisements

Mundaú Lagoa Aberta: um grito de resistência

Por: Lisa Gabriela, Luiz Filipe e Nathalia Melo

“Eu vejo o Lagoa Aberta como uma oportunidade de dar um grito. O grito dos excluídos”

O projeto Mundaú Lagoa Aberta surgiu a partir de uma discussão do Movimento Povos da Lagoa, iniciada no dia 16 de setembro de 2017, quando foi realizada, na orla lagunar, a marcha pela “Emancipação das Outras Alagoas”, no dia da Emancipação Política de Alagoas. Nesse processo de construção da marcha, surgiu a necessidade de ocupação desse lugar.

O Mundaú Lagoa Aberta nasce, assim, com a intenção de realizar um processo semelhante ao que já existe na ponta verde, com a Rua Fechada, que acontece todos os domingos.

Continue reading “Mundaú Lagoa Aberta: um grito de resistência”

Cultura popular de Alagoas

Por: Thaís Paim

Das raízes que constroem a identidade de um povo, apenas um recorte.

 

Pensar em cultura é pensar em tudo que representa a identidade de um povo, crenças religiosas, costumes, musica, dança, artesanato e várias outras características de representação. Em se tratando do estado de Alagoas, a cultura é muio rica e diversa, porém , às vezes pouco conhecida tanto pelos nativos quanto pelos visitantes. Essa reportagem visa, resgatar  um pequeno recorte dessa vasta e diversa cultura alagoana. E você, sabe o que é a cultura popular de Alagoas?

Continue reading “Cultura popular de Alagoas”

A jornada do parto

por Aline Tâmara, Carolina Neris e Vanessa Ataíde.

“Desde criança eu sonhava em engravidar. Era algo muito curioso. Sempre tive esse desejo dentro de mim: o sonho da gestação. E quando aconteceu, era tudo muito novo, era muita ansiedade. Foi uma descoberta maravilhosa, algo incrível”.

Foram nove meses cheios de expectativas na vida de Janecleide Pedreira, mãe aos 22 anos, do primeiro filho. E assim como ela, para aquelas mulheres que também sonham com a experiência da gestação, tudo pode se tratar das expectativas. Continue reading “A jornada do parto”

“A gente somos gente também!”: Fim dos lixões esconde drama para catadores do interior do estado

“Criei meus filhos no lixo”, disse a mulher de 55 anos, segurando as mãos calejadas e com o olhar duro de quem já tinha refletido sobre a própria fala em vários momentos da sua vida. Divaci da Conceição, batizada pela vida de “Neguinha”, é catadora de lixo há mais de 22 anos.

Continue reading ““A gente somos gente também!”: Fim dos lixões esconde drama para catadores do interior do estado”

Primeira sessão de Cineclube da Ufal conta com apresentação indígena

No dia 28 de fevereiro, foi aberta a discussão sobre cinema na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), com o Cineclube PapaSururu, projeto de extensão comandado pela professora Raquel do Monte. A primeira sessão do ano propôs a discussão sobre o documentário Martírio, de Vincent Carelli Ernesto de Carvalho e Tatiana Almeida.

Continue reading “Primeira sessão de Cineclube da Ufal conta com apresentação indígena”

Mil formas de nascer: pôr do sol.

Morri no mesmo dia em que nasci.
– A vida é só um detalhe.

 

Por Brunna Moraes, Thaís Paim, Victor Teixeira e Vanessa Silva

 

Fui e parei. Não voltei atrás nem para olhar o sol. O brilho ardia em minhas costas e aquecia minha alma. Estagnei. Olhei ao redor à procura de abrigo ou de uma árvore que me desse alento. Não havia. Não existe. Não existo. Dói muito querer viver e não poder usufruir disto. Meu destino está estampado na carne. Minha solidão é palpável. Meus caminhos são tortos. Minha vida é vã.  Continue reading “Mil formas de nascer: pôr do sol.”

Pichação: a arte do dizer sem ser visto

“A arte do dizer sem ser visto”. Esta é uma das várias definições que a pichação possui. Mas, com certeza, é a definição mais intrigante e intrínseca dessa arte. O pixo possui o poder de denúncia, de incentivo, de reflexão, possui o poder da verdade, da coragem, da poesia. A pichação possui o poder da arte.

Por Vanessa Ataíde

This slideshow requires JavaScript.

Fé e fumaça: a encantaria da Santa Jurema Sagrada

A religião de matriz afro-indígena Jurema Sagrada carrega o nome de uma planta, em respeito à ancestralidade indígena e o uso de ervas para curar as dores do corpo e da alma. Reza a lenda que foi num pé de jurema (árvore de folhas miúdas, que se fecham ao entardecer e protegidas por espinhos traiçoeiros) que Jesus Cristo teria descansado, em seus momentos de angústia. Carregando símbolos do catolicismo popular, dos rezadeiros e benzedeiras, junto ao respeito e tradição da ancestralidade negra e indígena dos brasileiros, essa religião preserva as raízes antropológicas desse povo, especialmente do nordestino. Espíritos ancestrais se comunicam através da mediunidade dos membros da religião, contribuindo para o desenvolvimento humano dos devotos dessa planta sagrada. Tal qual fumaça, os encantados (assim chamados os espíritos da Jurema) se espalham pelo ambiente e alcançam os lugares esquecidos do mundo e da mente.

This slideshow requires JavaScript.

 

 

A WordPress.com Website.

Up ↑